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Sinceramente?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Eu levei um susto a primeira vez que fui ao youtube e vi as brigas, agora vou lá é para morrer de rir...isso sim... e dos dois lados...claro, porque a graça está nas respostas....
Toda vez que um português responde de maneira inteligente quebra o preconceito de português burro, e espero que, os portugueses comecem a achar muito engraçada a briga no geral e quebrem também a idéia de que não conseguem rir de si mesmos e são muito arrogantes. Humor também é inteligência..não?
E não é possível que não dê para perceber que o Brasil é grandioso. Com muita pobreza, favela, fome ainda, muita violência, mas com muitas empresas, fábricas, bancos, indústrias, comércio.Que milhões de brasileiros levantam cedo para trabalhar e que há organização aqui, também, senão imagine o caos que seria, um país com um Pib de 1,6 trilhões de dólares, por baixo. É mal distribuído, esse dinheiro, circula mal, mas circula.Isso aqui, principalmente onde vivo, é puro capitalismo, com tudo de bom e ruim do capitalismo.
Para se entender o que é o Brasil imagine uns 3 Portugais, e mais uma parte da África, fiquei com preguicinha de ir pesquisar que parte da África corresponderia, mas acho que deu pra entender.
Então existe aqui muita gente vivendo bem, com nível de vida equivalente à média de Portugal. Até pode-se dizer que provavelmente são na maioria essas pessoas que ficam no youtube, porque o brasileiro que se mata de trabalhar não tem esse acesso nem tempo. Bem, nós temos 15 milhões de usuários que usam a internet cotidianamente, em casa. Então quando Portugal vem fazer negócios aqui, é porque há, no mínimo, um outro Portugal, como mercado, para explorar. É claro que a língua em comum e outros fatores são lembrados na hora da negociação, mas isso não decidiria nada.
O negócio é que o brasileiro que vive razoavelmente, convive com a pobreza diariamente, então a sua visão de mundo é diferente, para bem e para mal. Talves isso explique esse humor do brasileiro mesmo em meio à desgraça, talvez o brasileiro acabe relativizando tudo por conviver com tantas realidades. (essa acabei de inventar, eu e minha teorias furadas...)
Há uma grande diferença também no espaço público, Portugal, pelo que vejo em fotos, com certeza cuida muito melhor do seu, e isso não é só um detalhe qualquer no nosso dia a dia, conta muito. Isso, de maneira bem pobremente descrita, se resume a Brasil e Portugal.
Há também o fato de que somos tão grandes (em território) que isso faz com que tenhamos pouca troca cultural. Então a discussão pelo menos faz o brasileiro sair do seu mundinho também, e de um certo egocentrismo....só não gosto é de racismo e baixarias....
Acho que briga boa é cheia de boas frases, e não frases apelativas...
é isso...


Amanhã vou colocar uma crônica que li no jornal sobre gente entediada, um puxão de orelha até em mim mesma, pelo menos senti assim...
Mas não tou fechando a discussão não, até porque pelo tamanho do preconceito essa discussão é latente...E há no cabeçalho do blog uma palavra da qual gosto muito e começa com L...então...não se fica engasgado aqui, só se descansa um pouquinho....rssss...

Este banana,

cidadão da República dos Bananas, esta última conhecida também por "velho rezingão", tem muitas dificuldades para entender muitas coisas (por isso é banana):
1-não consegue perceber porque nem o velho rezingão nem o menino bobo se entendem um com o outro, pois pensa que eles deveriam ser os melhores amigos do mundo, já que faz 200 anos um filho do velho rezingão diz que gritou "Indepêndencia ou morte", e o velho rezingão deixou partir esse menino bobo com independencia e sem morte;
2-mas mais importante que isso, este banana ainda tem mais dificuldade em perceber, como é mais fácil ao velho rezingão, o entendimento com outros meninos bobos que abandonaram o velho rezingão mais recentemente, com indepêndencia e com morte.
3- mas este banana, não vê só coisas boas no velho rezingão; não percebe por exemplo que o velho passe o tempo a dizer que o governo de um desses meninos que o abandonaram recentemente seja corrupto, mas esteja sempre pronto a fazer negócios com ele...também não consegue perceber que chame ditador a um governante de um outro menino bobo que fala espanhol e que foi eleito por voto democratico...será que a democracia só é boa se tiver os resultados que nós queremos???....mas ainda pior, porque está o velho rezingão, apesar do que diz desse menino bobo que fala espanhol, sempre pronto a fazer uns negócios com ele? será porque tem muito petróleo?
Pois é, este banana, é mesmo banana e há muita coisa que ele não percebe, essencialmente porque ele ainda pensa que princípios não se vendem, ou antes, ele sabe que hoje em dia tudo se vende, mas ele gostava mais dos tempos em que havia princípios....NESSE TEMPO; A PALAVRA DADA ERA A LEI....mas esses tempos há muito que acabaram e o banana, é cada vez mais banana, porque não se extingue, não se consegue adaptar a estes novos tempos em que tudo se vende, nem consegue fazer o tempo andar para trás.
Pois é, quem disse que a vida de um banana, de um verdadeiro banana, é fácil?

Nem menino bobo, nem velho chato....

terça-feira, 29 de julho de 2008

Vênus.....................................Criaste este tema polémico e agora estás a colocar alguma água fria na outra que ferve, mas....eu prefiro continuar com a polémica, que apesar de tudo, não me parece despropositada.
Como é obvio, aqui falo sempre por mim e não pelos portugueses e de forma nenhuma me vejo na pele do velho rezingão, porque....por muitos porques:
1-não me tenho na conta de mais esperto, nem tenho a intenção de dar lições ao menino chato;
2-porque apesar do que o menino chato possa pensar do velho, o menino chato já vai com 200 anos e já era tempo de pensar por ele e tratar dele sem culpar o velho. Até porque:
O velho não é culpado de tudo, de facto, estou certo que apesar do "boom" económico que o menino chato teve, ele matou e destruiu mais indios e floresta amazónica em 200 anos, que o velho rezingão nos outros 300.
3- De facto o velho pode ter ajudado pouco o menino a desenvolver-se, mas isso é uma característica deste velho (vive e deixa viver).
4- Quem fala noutras colonizações, esses sim são completamente burros porque todos os outros países colonizadores foram piores como tal...merece-me real destaque os defensores da colonização espanhola na América do Sul...a esses, só digo que devem perguntar ao Inca Atahulpa o que pensa de Pizarro e dos seus amigos e os benefícios que recebeu deles e dos seus descendentes, ele e o seu país...e os outros países.
Alguns, outros, têm uma coisa que este velho rezingão nunca conseguiu fazer; apesar de serem muito racistas, apesar de se sentirem realmente superiores aos outros povos, apesar de não os respeitarem minimamente, sempre souberam quando se deviam vir embora e fizeram-no sempre pela porta grande (estou a pensar nos ingleses, no seu racismo, na sua superioridade e na commonwealth)...
Mas este velho rezingão tem realmente razões para se orgulhar...e podia ter mais, mas neste como noutros locais existem os vendilhões do templo, conhecidos como políticos. É que, para se orgulhar, este velho não precisa de falar sempre de um passado grandioso, ele pode orgulhar-se, por exemplo, de ser o principal obreiro pela criação da 1ª Nação deste milénio, o parto foi difícil, o velho estava com a consciencia pesada, pois 25 anos antes, já sem possibilidades de defender esse território, penúltimo do Império do passado grandioso, o velho tinha-o abandonado às mãos de um vizinho que ainda por cima é o maior país muçulmano do Mundo....mas o velho não esqueceu e durante 25 anos, já sem os exércitos de outrora, sempre que podia faláva e chateava os outros grandes do mundo que andam sempre a falar de democracia, mas que não queriam saber desse pequenote para nada...até que um dia milhares de cidadãos desse velho exigiram fente à embaixada americana, uma mudança da sua política em relação a esse pequeno território....e os vendilhões do templo desse tempo (leia-se políticos), encorajados pelos seus cidadãos, ou, quem sabe, com medo deles, ameaçaram essa grande potência que ou mudava de política em relção a Timor ou o velho abandonava a missão de imposição de paz no Kosovo (com o qual não tinha nada a ver) e consequentemente abandonava a NATO...e aí o Golias económico e militar, o maior do globo, tremeu e tremeu tanto que em três dias a situação nesse pequeno território fez uma volta de 180º.
O velho ainda é capaz de grandes feitos, mas sem dirigentes à altura, desgastado e sem força anímica, por vezes perde-se nessas questiunculas com o jovem bobo e quer dar uma de superior...mas o jovem que realmente é bobo, não percebe que o velho que mora muito, muito longe, tem muitas obrigações com os seus vizinhos....e o jovem, apesar dos seus 200 anos, acha que o velho ainda deve cuidar dele, não percebe essas obrigações do velho com os vizinhos, e atira todas as culpas das suas incapacidades para cima do velho.................................................

O menino bobo e o Velho chato

O menino bobo acha que sabe tudo, como todos os meninos bobos. O menino bobo é neto de um velho. Um velho chato e ranzinza, atormentado por um grande passado e umas más decisões. O velho é amargurado porque só pensa nos seus erros, e lamenta as inconsequências de outrora. Lembra que já foi grande e não se conforma. O velho chato não quer pensar no menino, olhar para o menino, não pode e não consegue. Até porque o menino é bobo, quer aparecer demais, incomoda, é abusado. Vai mal na escola. Tem muito pouca auto estima e é orgulhoso demais para perceber isso. O velho chato que tem muita idade mas não amadureceu tão sabiamente, coloca a culpa do mal feitio do menino nos outros sangues que o menino tem, que não são dele. O velho só consegue pensar em outros velhos, outros velhos que antes estavam piores que ele e agora estão bem melhores. O velho não conhecia o menino muito bem. Achava, na maioria da vezes, o menino engraçadinho, à distancia. Agora não acha mais, acha que o menino é mais uma cruz, pra carregar. Se irrita quando alguém diz que seu neto é alguma coisa, que tem isso e aquilo de qualidades, e que pode ser uma esperança. O velho se enfeza e diz: Que futuro ele tem, não se leva a sério, vai mal na escola, é um irresponsável! Além do mais, sabe que o menino nega o passado, acha-o ultrapassado, ri da sua maneira de falar, ri do seu orgulho, cobra-lhe as atitudes erradas,egoístas, que nem ele gostaria de lembrar, e que muitas vezes não são só suas, mas dos outros velhos, também, que só tiveram de diferente fazer escolhas mais acertadas para si.Diz ao menino que se ele estudasse, saberia. E tem mais essa, o menino é cruel. Quando o velho diz algo engraçado, brinca também, o menino não dá abertura, diz que o velho não tem graça. Gostaria de não ter nada a ver com esse velho. Gostaria de ter a ver com os outros velhos, os que têm prestígio. O velho não consegue ver no cinismo e na provocação do menino a sua própria amargura. O menino não consegue ver na alma sonhadora e amargurada do velho parte da sua própria origem, identidade.O menino e o velho são dois idiotas.
Melhorar a idiotice não é achar que o outro vai resolver seus problemas. Melhorar a idiotice é perceber que gostar de si mesmo é algo que só conseguimos com nós mesmos. Mas é impossível a esse menino e a esse velho olharem para si mesmos se não conseguem olhar para o espelho que na verdade são, um para o outro.
........estou errada?

Agora é a minha vez de causar a minha polémica....

sábado, 26 de julho de 2008

Em muitos sítios da internet, onde alguns brasileiros demonstram o seu desprezo ou mesmo ódio pelos portugueses, vejo várias vezes escrito algo do género "felizmente eu não tenho sangue português, minha ascendência é holandesa".....bom, passados 200 anos de independência e sem serem filhos ou netos de emigrantes recentes, fico curioso como sabem tão bem qual é a ascendência que têm, mas muito para além disso, costumo responder com uma provocação, que, sendo verdadeira, não é mais que uma provocação. É ela a seguinte:"Realmente deve ser um orgulho ser descendente de um povo cujo comportamento sempre foi guiado pela rapina e pela pilhagem. Os holandeses serviram-se da rapina para tomar locais que Portugal já não conseguia manter no extremo oriente, depois da morte do Rei D.Sebastião e consequentemente do início da queda do Império no final do Século XVI, e continuaram um pouco mais tarde com a tentativa da tomada do Brasil e de Angola a partir de São Salvador da Bahia e Luanda respectivamente....e mostraram toda a sua bravura, quando confrontados com pequenas forças de combate portuguesas foram facilmente derrotados ou...fugiram (no caso de Luanda); Mais recentemente, já nos finais do século XX, também demonstraram toda a sua bravura e esperteza ao terem recebido da ONU o encargo de defender Srebrenica (Bósnia Herzegovina) e os muçulmanos que aí estavam refugiados, dos sérvios bósnios e do general Ratko Mladic e ao invés de o fazerem, entregaram-lhe os homens e rapazes para que fossem mortos sendo os responsáveis pelo maior genocídio na Europa do século XX, depois da segunda guerra mundial. Demonstraram toda a sua esperteza, porque se fossem portugueses a receber esse encargo, duas coisas podiam ter acontecido...ou os defendiam até ao último combatente, ou conseguiam retirar de lá o muçulmanos...os holandeses fizeram melhor, do tipo...."Bom, isto não é assunto nosso, resolvam lá isso entre vocês, que nós vamos embora".Claro que só escrevo isso numa de provocação, pois todos os povos têm razões para se orgulharem mais e menos de coisas do seu passado. Português não é excepção, mas apesar de todo esse passado colonial, eu, de alguma forma, sinto algum orgulho nele, pois enquanto todos os outros países com passado colonial, sempre trataram esses países como colónias, a nós portugueses (eu ainda apanhei esse tempo) era-nos ensinado desde a escola primária que Portugal começava no Minho e acabava em Timor, querendo isso dizer (mal ou bem), que todos esses territórios e povos eram portugueses e Portugal....não nos era ensinado que Angola (por exemplo) pertencia a Portugal, era-nos sim ensinado que Angola era Portugal. Tudo isso passou, do Brasil também vieram muitas riquezas para Portugal, riquezas essas normalmente mal esbanjadas com a construção de palácios e afins....mas por outro lado, pode-se dizer hoje em dia que este ou aquele monumento (hoje, todos monumentos nacionais) foram construídos com o ouro do Brasil.Por isso eu não gosto de quem se mostra superior; por isso desconfio de quem se mostra subserviente....é necessário o respeito pelo o outro e por si próprio, seja ele brasileiro, português, migrante ou emigrante, descendente ou não de holandeses :-)

Beija minha bunda ! (Kiss my ass!)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

familia_8.blogguer


De vez em quando, quando penso em espontaneidade, lembro da cena de um filme bonitinho, com uma ótima fotografia mas talvez clichês demais sobre o que é escrever, viver de verdade, essas coisas.
O que valoriza qualquer criação é a originalidade, nem que seja simplesmente na maneira de dizer.
Mas numa cena, pelo menos, achei que esse filme foi original.Pelo menos para mim, já que é uma cena que ficou na lembrança.
A história é sobre um aspirante a editor que resolve ir atrás de um escritor que ele admirava muito mas que havia deixado de escrever. A intenção é convencer o tal escritor a voltar a fazê-lo. Uma desculpa boba para que o filme se desenvolva, mas que talvez nem perceberíamos em outras circunstâncias, etc, etc....

Aliás, tenho essa teoria de que o que não é uma descoberta pra mim pode ser, é claro, uma descoberta pra outro; e que o que pra mim pode não ser muito , não deve ser desvalorizado, se for uma descoberta pra outro.Se um filme, livro ou o que quer que seja não te trouxe nada de novo, mas só repetiu formulas; pra outras pessoas pode ter sido diferente, pelo seu nivel de informação a respeito de tal assunto, e isso precisa ser respeitado.

É claro que uma certa aversão ao crescimento intelectual, emocional ou de qualquer natureza de alguns é um culto à mediocridade, e certas pessoas abrem mão de repensar as coisas só por orgulho.

Mas existem vários níveis de conhecimento e informação entre as pessoas e isso tem uma certa graça e se a gente se esquece disso se torna tão fechado em si mesmo e inútil quanto se não soubesse nada.

Bem, voltando à cena do filme, num certo momento, depois de muito insistir com o escritor, esse,(interpretado por Harvey Keitel) levanta, sobe em cima da mesa, e desafia:
"Ok, se der um beijo na minha bunda, eu volto a escrever"
O rapaz ficou estupefato com a proposta, gaguejou qualquer coisa, e o escritor disse "Ok, perdeu a oportunidade. Teria durado um segundo e você teria conseguido o que está implorando há horas"

É claro que a cena não era uma propaganda homossexual, e que a maioria das pessoas agiria como o rapaz, não o faria. O filme, bem comportado, dá a idéia de que o escritor sabia disso, por isso provocou.

Mas sempre penso nessa cena como um teste da capacidade de improviso, auto conhecimento, espontaneidade, e ousadia de alguém.

Quantas pessoas que você conhece pensariam rapidamente nos prós e contras de tal atitude e optariam pelo acordo, com a garantia de que obteriam o que queriam?
Só alguém com uma personalidade bem resolvida, que se garante, vai atrás do que quer sem dar muita bola para mesquinharias.
Desde que não tenha que vender sua alma ou prejudicar terceiros, preciso dizer, preocupada em não parecer tão inconsequente.

"Está preocupada demais em se explicar, estragando o argumento e a provocação", diria o personagem.



Tem que se machucar....

sábado, 1 de dezembro de 2007


"Tem que se machucar" diz a senhora com mais de setenta para o rapaz de 18 que só consegue olhar a vida pelo lado obscuro.

É um ótimo conselho.

Quem não se lembra do filme "Ensina-me a viver" ou "Harold and Maude" no original?

Pessoas como Maude atraem porque todos nós nos sentimos em algum grau, carentes de amor à vida.


Está em cartaz em São Paulo a peça com o mesmo nome do filme, com Glória Meneses.

Ou vá à locadora e alugue o filme.

Vale a pena.