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Este banana,

quarta-feira, 30 de julho de 2008

cidadão da República dos Bananas, esta última conhecida também por "velho rezingão", tem muitas dificuldades para entender muitas coisas (por isso é banana):
1-não consegue perceber porque nem o velho rezingão nem o menino bobo se entendem um com o outro, pois pensa que eles deveriam ser os melhores amigos do mundo, já que faz 200 anos um filho do velho rezingão diz que gritou "Indepêndencia ou morte", e o velho rezingão deixou partir esse menino bobo com independencia e sem morte;
2-mas mais importante que isso, este banana ainda tem mais dificuldade em perceber, como é mais fácil ao velho rezingão, o entendimento com outros meninos bobos que abandonaram o velho rezingão mais recentemente, com indepêndencia e com morte.
3- mas este banana, não vê só coisas boas no velho rezingão; não percebe por exemplo que o velho passe o tempo a dizer que o governo de um desses meninos que o abandonaram recentemente seja corrupto, mas esteja sempre pronto a fazer negócios com ele...também não consegue perceber que chame ditador a um governante de um outro menino bobo que fala espanhol e que foi eleito por voto democratico...será que a democracia só é boa se tiver os resultados que nós queremos???....mas ainda pior, porque está o velho rezingão, apesar do que diz desse menino bobo que fala espanhol, sempre pronto a fazer uns negócios com ele? será porque tem muito petróleo?
Pois é, este banana, é mesmo banana e há muita coisa que ele não percebe, essencialmente porque ele ainda pensa que princípios não se vendem, ou antes, ele sabe que hoje em dia tudo se vende, mas ele gostava mais dos tempos em que havia princípios....NESSE TEMPO; A PALAVRA DADA ERA A LEI....mas esses tempos há muito que acabaram e o banana, é cada vez mais banana, porque não se extingue, não se consegue adaptar a estes novos tempos em que tudo se vende, nem consegue fazer o tempo andar para trás.
Pois é, quem disse que a vida de um banana, de um verdadeiro banana, é fácil?

"Dos usos do moralismo"

quarta-feira, 10 de outubro de 2007






"Espera-se honestidade e ética de qualquer governante ou pessoa pública - ou motorista, médico ou manicure. Um comportamento moral generalizado é um requisito mínimo para a convivência, com ligeiros ajustes para a hipocrisia social. Mas, como tudo na vida, o conceito de moral é relativo. Uma questão de perspectiva. Você pode viver no país mais imoral do mundo, nascer e viver em meio à injustiça mais obcena e à miséria mais pornográfica, sem se dar conta disso - e se escandalizar com cenas de sexo na TV. A imoralidade endêmica brasileira nem exige que a gente viva em permanente estado de indignação, o que até impossibilitaria a vida, nem absolve imoralidades menores a ponto de nada nos indignar.


(...)


O objetivo do moralismo não é, necessariamente, a moralidade. Como colesterol, existe moralismo ruim, e moralismo bom, com efeitos diferentes no organismo nacional, com perdão da metáfora médica prolongada. O moralismo pode ser um mau conselheiro político. Já foi em muitos momentos da nossa história. Ajudou a eleger o jânio Quadros, que iria varrer toda a sujeira deixada pelo governo do Juscelino, e cuja renúncia inaugurou um dos piores períodos da nossa vida institucional. Culminando com o golpe militar de 64 , que também nasceu do moralismo, ou da cooptação de valores cristãos ameaçados pelo demônio vermelho. Foi o moralismo que elegeu o Collor, para acabar com a pouca - vergonha dos marajás do serviço público. O moralismo mal usado tem um prontuárioa quase maior do que o da corrupção na História destes últimos 60 anos.


O bom moralismo é um traço reincidente e surpreende no eleitorado de um país que gosta de se autocaracterizar como a terra do jeitinho e da malandragem. o pior moralismo é o oportunista, para uso de acordo com a conveniencia política. O fato de as denúncias de corrupção do governo Lula não estarem aparentemente, afetando o julgamento da maioria dos eleitores, sugere uma de duas coisas, dois pontos. Ou o moralismo já não tem o poder político que tinha nas nossas eleições (suspiros de alívio ou de decepção à vontade), ou os eleitores declarados do Lula estão sabendo distinguir o moralismo de ocasião, cujo objetivo é tudo menos a moralidade, do moralismo legítimo. Ou, claro estão votando contra a imoralidade maior."




Luís Fernando Veríssimo. - O Estado de São Paulo - 7/09/2006