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Agora sim :-)

sábado, 16 de agosto de 2008

A pedido de várias famílias.....que é como quem diz, a pedido da autora deste Blog, aqui fica o link para o filme que abaixo falo. Para ver o site oficial, basta carregar (clickar?!) no título deste post:-)

Ensaio sobre a Cegueira, o filme.

sábado, 19 de julho de 2008



Essa é uma postagem imperdoavelmente tardia...
eu acompanhei o blog do Fernando Meirelles o tempo todo em que esteve escrevendo. Aqui estão algumas críticas ao filme, que só me servem mesmo como opiniões, pricipalmente porque até onde sei, Saramago gostou bastante do resultado, então se não existissem os mil outros motivos para ver, eu veria por esse.


O Globo On Line

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'Ensaio sobre a cegueira' é deprimente, diz 'Times'
Plantão | Publicada em 15/05/2008 às 08h33m
BBC
O filme de Fernando Meirelles, Ensaio sobre a cegueira, baseado na obra homônima do escritor português José Saramago e que abriu o Festival de Cinema de Cannes na quarta-feira foi descrito por um crítico britânico como "deprimente".

Foi "a abertura mais deprimente para um festival internacional que eu já vi" , escreveu James Christopher, do jornal britânico The Times.

"Depois da glamurosa esteira rolante de estrelas no ano passado, para comemorar os 60 anos sensacionais de estréias de filmes artísticos, o festival apagou as 'luzes de Natal', apertou o cinto e voltou ao austero negócio de mostrar os auto flagelados diretores-autores do futuro", escreve o crítico, para quem a noite de abertura foi "um choque azedo e inesperado".

"Ensaio sobre a cegueira não vai obter fãs. Mas muitos admiradores entrincheirados", afirma o crítico, para quem o filme deve agradar ao presidente do júri, Sean Penn, por que seria o tipo de filme "de apelo a um ator idealista".

Para o crítico, o filme é ambicioso e algumas cenas de ruas são tão bem feitas que chegam a ser "itens de colecionador", mas ele critica a atuação dos atores.

O jornal argentino La Nación disse que o filme foi recebido com "muita frieza", mas se trata de um exemplo da crescente globalização cinematográfica, destacando que muitas análises em Cannes compararam a produção - que fala da degradação da sociedade durante uma epidemia de cegueira que assola uma cidade - a desastres naturais como o causado pelo "furacão Katrina, a fome da Somália e os excessos na Guerra do Iraque".

Mas o jornal afirma que, apesar do profissionalismo e dos desafios assumidos por Meirelles, "o filme é bastante óbvio em sua apresentação de um universo sórdido e em sua denúncia da manipulação, da miséria e da precariedade da sociedade contemporânea. Além disso, não consegue transmitir os climas e a emoção que levaram o romance original publicado em 1995 pelo ganhador do Prêmio Nobel à consideração mundial".

O La Nación ressalta que Meirelles tentou filmar o romance vários anos antes, mas Saramago se recusou a vender os direitos do livro durante anos porque, segundo o escritor, "o cinema destrói a imaginação". "Em vista do medíocre resultado final do filme, o notável autor de O Evangelho Segundo Jesus Cristo tinha razão", afirma a reportagem.

Já o crítico do jornal britânico The Guardian deu ao filme quatro estrelas, descrevendo Ensaio sobre a cegueira como "um pesadelo apocalíptico adaptado de um romance de 1995 do vencedor do Nobel José Saramago e dirigido por Fernando Meirelles, que nele encontrou a exposição brutal da lei da selva das favelas que vimos em seu filme de 2002, Cidade de Deus".

"Ensaio sobre a cegueira é um drama com imagens soberbas e alucinatórias de colapso urbano. Tem uma linha de horror em seu centro, mas se torna mais leve pelo humor e gentileza", afirma o crítico Peter Bradshaw.

Homem Venus e Mulher Sol

segunda-feira, 14 de julho de 2008


Hoje assisti a um filme que me chamou a atenção por uma temática interessante e que só consegue ser discutida como foi, sem dar muita satisfação, nos tempos atuais. A complexidade que é ser homem e ser mulher, e mais ainda, o assumido transitar entre esses dois papéis,que não deixam de ser um pouco, também, máscaras para a vida.
No final de uma época em que só se permitia que homens atuassem, um ator de papéis femininos chamava a atenção por sua beleza e graça na interpretação do feminino idealizado.

Educado desde a adolescência para esse fim, no treinamento de gestos e postura, principalmente, Ned Kynaston (Billy Crudup), desfrutava de grande sucesso, era venerado e desejado por homens e mulheres, por sua figura dúbia e indefinida que explorava com prazer, e tinha por camareira particular, Maria (Claire Danes).
Ela, apaixonada secretamente por ele, ao mesmo tempo que nutria a ambição de interpretar ela mesma, como mulher, papéis femininos, acaba conseguindo o que quer, quando provoca uma discussão que culmina num decreto que impõe a atuação de mulheres em tais papéis ao mesmo tempo que proíbe a de homens, causando assim a derrocada do patrão.

Mas o que me interessou realmente foi essa troca de papéis nem tão assumidamente explorada dos dois personagens. Ela, de personalidade ativa em prol do próprio brilho individual,(sol) numa época em que mulheres não eram instadas a ter personalidade própria, e só se compreendia chamarem a atenção sobre si pela beleza, e ele, que se relacionava com o mundo justamente através dessa idéia de beleza.
Num diálogo entre os dois, sobre a cena da peça Otelo, em que este mata Desdêmona, fica evidente a diferença de entendimento sobre o papel feminino:
Ele evidencia um olhar puramente venusiano sobre o que é ser mulher, quando diz que adorava a beleza feminina, e detestava a cena de morte, porque algo tão belo não deveria morrer.
Ela rebate com seu olhar mais pessoal, e diz:
“Não gosto da maneira como morre. Uma mulher não morreria, assim, lindamente. Uma mulher lutaria por sua vida.
Fica aqui a sugestão.

Beija minha bunda ! (Kiss my ass!)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

familia_8.blogguer


De vez em quando, quando penso em espontaneidade, lembro da cena de um filme bonitinho, com uma ótima fotografia mas talvez clichês demais sobre o que é escrever, viver de verdade, essas coisas.
O que valoriza qualquer criação é a originalidade, nem que seja simplesmente na maneira de dizer.
Mas numa cena, pelo menos, achei que esse filme foi original.Pelo menos para mim, já que é uma cena que ficou na lembrança.
A história é sobre um aspirante a editor que resolve ir atrás de um escritor que ele admirava muito mas que havia deixado de escrever. A intenção é convencer o tal escritor a voltar a fazê-lo. Uma desculpa boba para que o filme se desenvolva, mas que talvez nem perceberíamos em outras circunstâncias, etc, etc....

Aliás, tenho essa teoria de que o que não é uma descoberta pra mim pode ser, é claro, uma descoberta pra outro; e que o que pra mim pode não ser muito , não deve ser desvalorizado, se for uma descoberta pra outro.Se um filme, livro ou o que quer que seja não te trouxe nada de novo, mas só repetiu formulas; pra outras pessoas pode ter sido diferente, pelo seu nivel de informação a respeito de tal assunto, e isso precisa ser respeitado.

É claro que uma certa aversão ao crescimento intelectual, emocional ou de qualquer natureza de alguns é um culto à mediocridade, e certas pessoas abrem mão de repensar as coisas só por orgulho.

Mas existem vários níveis de conhecimento e informação entre as pessoas e isso tem uma certa graça e se a gente se esquece disso se torna tão fechado em si mesmo e inútil quanto se não soubesse nada.

Bem, voltando à cena do filme, num certo momento, depois de muito insistir com o escritor, esse,(interpretado por Harvey Keitel) levanta, sobe em cima da mesa, e desafia:
"Ok, se der um beijo na minha bunda, eu volto a escrever"
O rapaz ficou estupefato com a proposta, gaguejou qualquer coisa, e o escritor disse "Ok, perdeu a oportunidade. Teria durado um segundo e você teria conseguido o que está implorando há horas"

É claro que a cena não era uma propaganda homossexual, e que a maioria das pessoas agiria como o rapaz, não o faria. O filme, bem comportado, dá a idéia de que o escritor sabia disso, por isso provocou.

Mas sempre penso nessa cena como um teste da capacidade de improviso, auto conhecimento, espontaneidade, e ousadia de alguém.

Quantas pessoas que você conhece pensariam rapidamente nos prós e contras de tal atitude e optariam pelo acordo, com a garantia de que obteriam o que queriam?
Só alguém com uma personalidade bem resolvida, que se garante, vai atrás do que quer sem dar muita bola para mesquinharias.
Desde que não tenha que vender sua alma ou prejudicar terceiros, preciso dizer, preocupada em não parecer tão inconsequente.

"Está preocupada demais em se explicar, estragando o argumento e a provocação", diria o personagem.



Sobre Poder e Maldade.

terça-feira, 11 de setembro de 2007


Qual a origem da maldade?


Na minha lista de filmes recomendadíssimos, está, sem dúvida, Dogville (2003) de Lars Von Trier, diretor dinamarquês de também "Ondas do Destino" e "Dançando no Escuro".

Não vi "Ondas do Destino" mas Dogville é, sem dúvidas, superior a "Dançando no Escuro" com Björk.


A história se passa na período pós recessão de 1929 nos Estados Unidos, e é sobre a chegada de uma fugitiva de gangsters à uma cidadezinha de nome Dogville.


O cenário é estranho a princípio, mas logo palatável, e ao final do filme, você tem a certeza de que o filme é recomendável a qualquer um, o que sempre acontece com as grandes obras.


É uma grande e indigesta provocação a quem assiste, mas de maneira nenhuma, gratuita.

Não sei de ninguém que o tenha assistido que não tenha sentido a grande senasação de ter aprendido algo sobre si mesmo.
Com Nicole Kidman, James Caan , Lauren Bacall, entre outros.
Algumas opiniões de blogueiros cinéfilos: