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Dois Assuntos...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Para relaxar um pouquinho...
Olhos de Ressaca...



Pronto, já relaxamos...!!!!
Sociopatia????????

40 bilhões a menos.....?????

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Guido Mantega dá entrevista, agora, tentando acalmar o mercado que não gostou da não aprovação,ao mesmo tempo que responsabiliza a oposição pela perda no orçamento da saúde. Ok, saúde sem dinheiro é um mal menor do ponto de vista do mercado...


A não aprovação da prorrogação da C.P.M.F. coloca agora, realmente, em evidência, o orçamento do Estado. A Reforma Tributária, a qualidade dos gastos do governo, são discussões de muitíssima importância; que a sociedade, relapsa, deixa para as criancinhas de Brasília resolverem sozinhas, não presta atenção, não se interessa, não dá audiência ao debate.
Mesmo a discussão recente em torno da C.P.M.F pela classe média, foi pobre.
A oposição diz que já se espera para o próximo ano uma arrecadação que supera esse rombo, mas estávamos nós, sociedade, satisfeitos com os gastos do governo?
Não estamos precisando de mais investimentos em várias áreas? Não há falta de recursos em vários setores?Que melhoria podemos fazer no orçamento atual?
Acesse os sites, mande e-mails.....
Já estará fazendo algo.

Socorro!!!!!!!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007





F0nte "A Folha de São Paulo"


05/12/2007 - 10h57
Brasil é reprovado, de novo, em matemática e leitura
ANTÔNIO GOISda Folha de S.Paulo, no RioANGELA PINHOda Folha de S.Paulo, em Brasília
A péssima posição do Brasil no ranking de aprendizado em ciências se repetiu nas provas de matemática e leitura. Os resultados do Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), mostram que os alunos brasileiros obtiveram em 2006 médias que os colocam na 53ª posição em matemática (entre 57 países) e na 48ª em leitura (entre 56).
O objetivo do Pisa é comparar o desempenho dos países na educação. Para isso, são aplicados de três em três anos testes a alunos de 15 anos em nações que participam do programa. O ranking de ciências, divulgado na semana passada, colocava o Brasil na 52ª posição.
Além de estarem entre os piores nas três provas nessa lista de países, a maioria dos estudantes brasileiros atinge, no máximo, o menor nível de aprendizado nas disciplinas.
O pior resultado aparece em matemática. Numa escala que vai até seis, 73% dos brasileiros estão situados no nível um ou abaixo disso. Significa, por exemplo, que só conseguem responder questões com contextos familiares e perguntas definidas de forma clara.
Em leitura, 56% dos jovens estão apenas no nível um ou abaixo dele. Na escala, que vai até cinco nessa prova, significa que são capazes apenas de localizar informações explícitas no texto e fazer conexões simples.
Em ciências, 61% tiveram desempenho que os colocam abaixo ou somente no nível um de uma escala que vai até seis. Isso significa que seu conhecimento científico é limitado e aplicado somente a poucas situações familiares.
Nos três casos, a proporção de alunos nos níveis mais baixos é muito maior do que a média da OCDE, que congrega, em sua maioria, países ricos.
Comparando o desempenho do Brasil no exame 2003 (que já era ruim) com o de 2006, as notas pioraram em leitura, ficaram estáveis em ciências e melhoraram em matemática.
Uma melhoria insuficiente, porém, para tirar o país das últimas posições, já que foi em matemática que o país se saiu pior em 2006, com médias superiores apenas às de Quirguistão, Qatar e Tunísia e semelhantes às da Colômbia.
Como há uma margem de erro para cada país, a colocação brasileira pode variar da 53ª, no melhor cenário, para a 55ª, no pior. O mesmo ocorre para as provas de leitura e ciências. No de leitura, varia da 46ª à 51ª. Em ciência, da 50ª à 54ª.
A secretária de Educação do governo José Serra (PSDB-SP), Maria Helena de Castro, diz que o resultado em leitura é lamentável. "Essa é uma macrocompetência, básica para que os alunos desenvolvam as outras, como matemática, raciocínio crítico." Nos exames, São Paulo ficou abaixo da média nacional nas três áreas avaliadas.
Suely Druck, da Sociedade Brasileira de Matemática, diz que, em geral, os alunos de outros países, assim como os do Brasil, tiveram desempenho pior em matemática na comparação com as outras disciplinas.
"A matemática se distingue das outras porque desde cedo a criança já tem que ter conhecimento teórico e é um aprendizado seqüencial, ou seja, antes de aprender a multiplicar, tem que saber somar." Por isso, defende que se exija um conteúdo mínimo em matemática para o professor dos primeiros anos do ensino fundamental, quando todas as matérias são ainda ensinadas pela mesma pessoa.
O Pisa permite também comparar meninos e meninas. Em matemática e ciências, no Brasil, eles se saíram melhor. Em leitura, elas foram melhor.






















As duas grandes notícias de hoje se relacionam, e se existe algum bem nelas é o de nos forçar, mais uma vez, a encarar o grande mal brasileiro. Educação de péssima qualidade, e uma classe política cínica ao extremo. A não cassação de Renam, resultado de acordo de bastidores, não pode ser encarada com falso espanto e discursos moralistas oportunistas ou ingênuos. Acordos de bastidores sempre existiram, a diferença é que nossas crianças de Brasília não fazem mais tanta questão de esconder o mal feito. Como crianças malcriadas que testam a complacência dos pais, quem tem poder de decisão nesse país tem testado essa sociedade ao extremo.


Quando olhamos pra nós mesmos, nós, os testados, percebemos o quanto estamos frágeis. Temos essa educação de péssima qualidade, estamos cansados, e céticos.

Mas tem alguma outra opção a não ser começar a tomar pra nós, a responsabilidade pelo rumo que gostáriamos de dar a esse país?