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Há mais frieza e oportunismo ou indignação e pressão legítima no acompanhamento do caso por parte da imprensa, telespectadores e pessoas da rua?
Difícil precisar.
Mas penso que há muito do que eu mesma senti, por aí.
Fui presa por um impulso de entender o que houve realmente, querendo montar meu próprio quebra cabeças, já que esse caso nos faz de júri desde o primeiro momento.
Além dessa doída empatia por Isabella. Por que?
Por ser de classe média? Acredito que não.Talvez, por ela passar uma imagem de felicidade e confiança, e ter sido traída. Talvez.
Mas cenas de quase linchamento público, e o tal "alô mamãe" de muita gente que vai ao local, são constrangedores.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Postado por Unknown às 06:55 0 comentários
Marcadores: Isabella
A imprensa, a morte de Isabella e a comoção pública
quinta-feira, 17 de abril de 2008

Observatório da Imprensa
CASO ISABELLA NARDONI
De juristas, jornalistas e truísmos
Por Fábio de Oliveira Ribeiro em 8/4/2008
A misteriosa morte da garota Isabella Oliveira Nardoni – que teria caído ou sido jogada de uma janela – e a subseqüente cobertura da mídia despertaram a atenção dos especialistas. Em razão de a mídia enfatizar a culpa do principal suspeito, o caso Nardoni está sendo comparado ao da Escola de Base, em que os donos foram injustamente crucificados pela imprensa e posteriormente inocentados pelo Poder Judiciário [ver "Caso Isabella Nardoni é uma nova Escola Base?"].
O episódio mostra novamente que os juristas e os jornalistas não fazem o mesmo juízo de valor sobre as normas jurídicas e sobre os fatos. Quando se deparam com fatos possivelmente criminosos, os jornalistas se apressam. Os juristas, por sua vez, precisam manter-se calmos e pacientes.
Em seu livro Jornalismo e desinformação, o jornalista Leão Serva discorre sobre as limitações impostas ao jornalismo. "O jornalismo tem como matéria-prima o fato novo, desconhecido, que pode causar surpresa. E que por isso é confuso, incompreensível, caótico." Desta definição podemos inferir que, em razão de sua própria finalidade e característica, o jornalismo está fadado a mutilar a realidade e a história. Leão Serva deixa bem claro que, ao invés de procurar proporcionar ao leitor uma compreensão profunda dos fatos que enuncia, o jornalismo se preocupa apenas com a novidade. "A novidade é a alma do negócio da imprensa. Nessa busca pela novidade, mesmo velhos fatos devem aparecer vestidos de novos, maquiados para voltar a surpreender."
Conclusões apressadas
Ao contrário dos jornalistas, os juristas precisam sempre procurar ajustar os fatos às normas jurídicas que estão vigor no momento em que ocorreram. Mas mesmo quando pesquisam fatos, os juristas são obrigados a fazê-lo com respeito às normas básicas prescritas na Constituição Federal: os cidadãos têm direito à defesa, ao devido processo legal e aos meios de provas legítimos; todos são presumivelmente inocentes. Em razão de sua natureza e seriedade, o trabalho do jurista é necessariamente lento e cuidadoso.
Os jornalistas cavam novidades sobre a pressão do tempo. Os fatos de hoje se tornam velhos amanhã. O jornalismo vive de furos, de novidades e mesmo quando recorre às notícias requentadas procura dar-lhes alguma característica nova.
Quando se deparam com um fato que pode constituir um crime, em razão das limitações de sua profissão, os jornalistas são tentados a ignorar as normas jurídicas. Não é raro que tirem conclusões apressadas. Na melhor das hipóteses, nutrem a certeza inabalável de que todos os equívocos que cometerem hoje poderão ser desfeitos na edição de amanhã.
Excessos jornalísticos
O problema é que as conclusões apressadas se propagam. Em sua obra Sobre a televisão, Pierre Bourdieu nos dá um panorama bastante interessante sobre a circulação circular da informação. "Para os jornalistas, a leitura dos jornais é uma atividade indispensável e o clipping um instrumento de trabalho: para saber o que os outros disseram. Esse é um dos encanemos pelos quais se gera a homogeneidade dos produtos propostos." Segundo Bourdieu, nas "...equipes de redação, passa-se uma parte considerável do tempo falando de outros jornais e, em particular, do que ‘eles fizeram e que nós não fizemos’ (‘deixamos escapar isso!’) e que deveriam ter feito – sem discussão – porque eles fizeram." Esta atitude faria com que os jornalistas fiquem submetidos a um verdadeiro "...fechamento mental."
Os abusos que ocorreram no caso da Escola de Base (e que podem estar ocorrendo em relação aos Nardoni) podem ser creditados a este "fechamento mental" dos jornalistas. Se abstrairmos todas as conclusões jornalísticas que foram tiradas dos fatos que envolveram a morte de Isabella Oliveira Nardoni, a única coisa que se pode concluir é o seguinte:
1) a criança morreu em condições suspeitas.
2) a autoria do crime ainda é desconhecida e está sendo apurada pela autoridade competente.
Em razão de sua gravidade, os fatos que envolvem a tragédia serão obrigatoriamente apurados sob uma ótica jurídica. Isto será feito com ou sem a ajuda da imprensa. A imprensa pode até dizer que um suspeito é possivelmente ou provavelmente culpado (ou inocente), mas isto não deve e não pode influenciar o julgamento técnico-jurídico de um crime. Presumo que o grande público já sabe que os abusos da imprensa também podem acabar virando notícias. Mesmo assim, em razão do que tem ocorrido no caso Nardoni, nunca é demais repetir um truísmo: os jornalistas também respondem criminal e civilmente pelos excessos jornalísticos que eventualmente cometem.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=480JDB006
ISABELA NARDONI
Um caso para não esquecer
Por Alberto Dines em 14/4/2008
Publicado originalmente no Último Segundo, 11/4/2008
Horror íntimo ou vocação coletiva para envergar a toga? Catarse pessoal ou sumarização da justiça? Tragédia ou circo midiático? A morte da menina Isabella Nardoni toca na emoção do país inteiro, qualquer que seja a conclusão do inquérito.
O Brasil festeiro, erotizado, apressado, partidarizado e narcisado faz uma breve pausa para pensar. Pensar e sofrer, individuar-se e abandonar a manada equalizadora. Tal como aconteceu com o menino João Hélio, despedaçado nas ruas do Rio em fevereiro de 2007, uma criança incapaz de emitir mensagens cala a estupidez reinante e avisa que é hora de incomodar-se.
A dengue, a tremenda pressão mundial no preço dos alimentos, o narcotráfico, o genocídio no Sudão, a guerra religiosa no Iraque, a repressão chinesa no Tibete e o ódio solto no Oriente Médio certamente causarão a morte de milhares ou milhões de crianças pelo mundo afora.
Mas esta criança singularizada pela tragédia, subitamente emudecida por uma bestialidade insuspeitada, despertou nossa humanidade. Numa questão de horas, converteu em órfãos a imensa nação dos adultos.
Coração partido
Ninguém se importa com a prática do infanticídio em algumas tribos indígenas, defendida com empenho por antropólogos (Folha de S.Paulo, 6/4). A cada dez horas, uma criança é assassinada, o Ministério da Saúde contabiliza, em seis anos, 5.049 mortes de meninos e meninas até 14 anos (O Globo, 6/4). Normal. A pedofilia e a prostituição infantil são encaradas com naturalidade, parte da "vida moderna", incentiva o turismo.
A queda de Isabella deu um tranco nos bons costumes. Por alguns momentos sacudiu modos e modas. Ao contrário de João Hélio, seu companheiro de infortúnio e martírio, a menina não acionou nossa compulsão legiferante. Até agora não apareceu um político oportunista para propor alguma lei absurda contra tragédias.
Até mesmo a parvoíce das autoridades incapazes de compreender a questão do segredo de justiça ou as disparatadas suspeitas vocalizadas incessantemente pela mídia antes mesmo de investigadas não conseguem sobrepor-se à soturna perplexidade que, por milagre, infiltra-se nos espíritos.
Imunizada contra a solidariedade, desumanizada por um debate partidário que na realidade só responde à pergunta "o que é que eu ganho com isso?", a sociedade brasileira sempre se perfilou no bloco do "não-me-importa". Envergonha-se de exibir o coração partido, mas agora oferece sutis indícios de sensibilização.
Sentimentos contínuos
A dúvida sobre quem matou Isabella é tão dilacerante quanto a certeza de que alguém a matou. O filosófico e angustiante por quê? começa a equiparar-se ao policialesco quem?. Os enigmas serão desfeitos, culpados logo aparecerão – inevitável. A questão que deve permanecer e atazanar as almas e os espíritos relaciona-se com a mecânica da bestialidade. Desafio destinado a não consumar-se, exercício infindável, por isso salutar tanto para religiosos como para agnósticos, para céticos e idealistas, revolucionários e conservadores. Ignorar o animal que convive com o ser humano é próprio dos bárbaros.
Isabella é uma dolorosa oportunidade para questionamentos. Nações aturdidas, empurradas por sensações, são incapazes de maturar sentimentos contínuos, comprometidos com éticas espasmódicas.
A morte de Isabella é um caso para não esquecer e aguilhoar
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=480JDB014
Postado por Unknown às 08:14 2 comentários
O que mais apavora....
sábado, 12 de abril de 2008

Escrever sobre esse assunto é mais um desabafo...desculpem.
Não tenho conseguido deixar de pensar a respeito desde que comecei a acompanhar a investigação sobre essa tragédia.
É possível que a defesa no caso de Isabella consiga estabeler a tal "dúvida razoável" por erros de precipitação por parte de alguns no trabalho de investigação?
Foi realmente descartada toda a possibilidade de uma outra pessoa ter cometido o crime?
Nessa última história sobre comentário da tia, a empolgação policial em divulgar que ela estaria num lugar em que ela diz não ter estado,acabou colocando em dúvida o juízo de valor da polícia sobre o que é uma "testemunha idônea".
Será que o problema de justiça no Brasil está no fato de que temos melhores advogados que policiais?
Não conseguir um total esclarecimento nesse caso é quase tão apavorante quanto lidar com o fato.
E não venham falar sobre os outros casos, como se o único motivo de comoção fosse o fato de Isabella vir da classe média, ser tão carismática, etc.
É claro que é mais apavorante quando a falta de educação à que todos teriam direito não pode explicar em parte o fato, como seria se um pai bêbado numa favela privado de muito desde nascido explicaria.
Mas acredito sim, que a dissimulação, (no caso de culpa do pai e madrasta), a possibilidade de uma boa defesa trabalhando em cima de erros ingênuos da polícia, é o maior pavor da sociedade, assim como a injustiça de condenar inocentes.
Cronologia
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL386739-5605,00.html
Postado por Unknown às 10:50 0 comentários
Marcadores: Isabella
Isabella Nardoni
quinta-feira, 10 de abril de 2008

A maneira de cobrir o caso Isabella está sendo um desafio para a imprensa.
Na tentativa de qualquer um de nós de tentar entender o que aconteceu, estupefados, há os oportunistas de plantão; a família dos pais e acusados que às vezes tenta nos dizer que é um absurdo que tenhamos pensado na pior explicação; e a polícia que a cada dia mais quer nos dizer que devemos pensar, sim, no pior.
Hoje, parece, será um dia esclarecedor...
Que os céus nos ajudem...a encarar mais essa.
Observatório da Imprensa
CASO ISABELLA NARDONI
A natureza do mal
Por Luciano Martins Costa em 7/4/2008
Comentário para o programa radiofônico do OI, 7/4/2008
As duas principais revistas semanais saíram nesta edição com capas pretas. Referência ao caso da menina Isabella Nardoni, que morreu ao cair ou ser atirada do 6º andar do prédio onde morava seu pai, na zona Norte de São Paulo.
As duas reportagens revelam o cuidado de não afirmar que o pai, Alexandre Nardoni, é o assassino. Mas deixam claro que não há outros suspeitos. É como se a imprensa procurasse se aproximar cautelosamente da possibilidade de ter que aceitar a barbárie como um fato tão próximo.
Toda a imprensa vem reproduzindo, nos últimos dias, detalhes da curta vida de Isabella, com todas as graças que costumam cercar a rotina de uma menina de classe média aos cinco anos de idade. O retrato é de uma criança dócil, inteligente e amorosa, e o cuidado dos jornais e revistas em destacar essas características prepara o contraste com o perfil de monstro do seu assassino, que deverá ocupar as páginas da imprensa nos próximos dias.
Preparar os espíritos
Já é algum avanço em relação a alguns casos anteriores, nos quais a imprensa se antecipou em julgar suspeitos, produzindo verdadeiros linchamentos morais.
A rigor, ninguém parece disposto a enfrentar a possibilidade de Alexandre Nardoni ter matado a própria filha. Embora as informações vazadas do inquérito policial, ou pelo menos aquelas escolhidas para publicação, pareçam indicar essa como a única possibilidade de esclarecimento do crime, é como se, coletivamente, os jornalistas estivessem evitando ter que descrever o inexplicável, o inadmissível.
A revista Veja parece estar preparando o terreno para superar esse limite da racionalidade. A capa da edição atual é dedicada ao mal. A revista tenta construir o que chama de uma investigação filosófica, psicológica, religiosa e histórica sobre as origens da perversidade humana. O texto antecede a reportagem sobre a morte de Isabella Nardoni.
Época insere referências históricas e filosóficas sobre o horror do infanticídio e de outras atrocidades no seu relato sobre a morte da menina. É como se a imprensa estivesse, cautelosamente, preparando o espírito dos seus leitores para a aceitação de uma sentença inaceitável. É como se estivesse preparando seus leitores para encarar a crua natureza do mal.
Postado por Unknown às 07:53 0 comentários
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Drummond, Amor e Coragem
sábado, 5 de abril de 2008

Hoje acordei pensando nisso....
Amor e medo não combinam...
Nunca tinha parado pra pensar nas coisas exatamente assim.
Amor pede uma certa dose de inconsequência, exige acreditar.
Qualquer tipo de amor.
Alguma vez alguém já apostou, de verdade, em você?
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade
Postado por Unknown às 09:39 0 comentários
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Me ensina a não andar com os pés no chão
terça-feira, 1 de abril de 2008

Beatriz
Edu Lobo - Chico Buarque
1982
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
Postado por Unknown às 09:10 0 comentários
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Inveja de Adélia.....
segunda-feira, 31 de março de 2008

eu, e minha insatisfação crônica...
que inveja de Adélia Prado lendo essa celebração do amor simples...
Casamento
Adélia Prado
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
Postado por Unknown às 11:22 0 comentários
LÍNGUA!!!!
quarta-feira, 19 de março de 2008

Língua
(Caetano Veloso)
Int.:
Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixe os portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua" Fala Mangueira! Fala!
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer o que pode essa língua?
Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Adoro nomes, nomes em Ã
De coisas como Rã e Imã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé e Maria da Fé e Arrigo Barnabé
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer o que pode essa língua?
Incrivel! É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco, Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo!
A língua é minha pátria e eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
Será que ela está no Pão de Açúcar?
Tá craude brô você e tu lhe amo
Qué queu te faço, nego?
Bote ligeiro
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem
Postado por Unknown às 11:12 0 comentários
Patch Adams
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
As pessoas estão aí pra ter idéias, propor visões de vida.
Há os que só se interessam se tais idéias forem uma reinteração do que já pensam, os que clamam por algo original, por favor!!!....; os que confundem filosofia com dogmas religiosos, que só se aceita inteiramente, ou rejeita inteiramente; ou que confundem o valor do que se diz o com o carisma do portador.
Essas, de Patch Adams achei que valeria o tempo gasto, mesmo que não comprasse o pacote inteiro.
Postado por Unknown às 10:45 0 comentários
Mario Quintana
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Só o desejo inquieto, que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.
'Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não'
Não sei porque, sorri de repente
E um gosto de estrela me veio na boca
Eu penso em ti, em Deus, nas voltas
inumeráveis que fazem os caminhos
Postado por Unknown às 06:28 0 comentários
Intuição, espiritualidade, Deus, e a física quântica.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Postado por Unknown às 06:13 0 comentários
Marcadores: Amit Goswami, consciencia e física quantica, cultura, Deus e física quantica, espiritualidade, intuição, Roda Viva
Fernando Pessoa
sábado, 9 de fevereiro de 2008

As vezes tenho idéias felizes,
Idéias subitamente felizes, em idéias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...
Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós nesse mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
Álvaro de Campos
Queriam-me casado, cotidiano, fútil e tributável?
Queriam-me o contrário disso, o contrário de qualquer [coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Álvaro de Campos
...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar...
Postado por Unknown às 08:40 0 comentários
Ao Carnaval Êxtase.....
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Quero o carnaval êxtase...o carnaval solto...o carnaval diversão pura...o carnaval "se esquecer"...
Quero o carnaval "nem aí"...a celebração de estar vivo, a alegria pura e solta.
um brinde a ele, ele merece....
Postado por Unknown às 05:15 0 comentários
A dignidade do esquisito
sábado, 26 de janeiro de 2008

Diane Arbus tinha uma teoria interessante.
“.... como um personagem de um conto de fadas o freak aparece para nos obrigar a decifrar um puzzle”
“.... a maioria das pessoas passam a vida temendo uma experiência traumática. Os freaks nasceram banhados pelo trauma.
Com isso passaram no teste da vida.
São aristocratas”
Todos sabemos, que , para fazer algum sentido, ficar palátavel aos olhos dos outros, precisamos de usar uma armadura, ou "pele".
Para quem tem a sorte de nascer bonito, atraente, a aceitação é quase instantânea. A feiúra, ou esquisitice interior pode ficar muito bem protegida.Outros, como diz Diane, tiveram que encarar o fato de não terem essa proteção.
Há pessoas, como ela própria, que com todos os recursos para desenvolver uma máscara, simplesmente não a suportam.
Vindo da área da publicidade, onde fabrica-se o ideal, o bonito, Diane queria algo diferente.
Diz - se que tinha ataques de exibicionismo na janela de casa.Talvez, ( teorizando), porque tivesse uma extrema necessidade de auto-expressão, que reprimia.
Brincando com o que poderia ter provocado em Diane a coragem de expor seu olhar sobre o mundo, e o fato de sua necessidade de uma voz própria finalmente ser atendida por ela mesma, o filme "A Pele", é bem interessante, se for entendido como um exercício de imaginação. É curioso de ver. É divertido assistir a atração simplesmente impossível de evitar da personagem por alguém que causaria repulsa na maioria dos comuns mortais. Além de, como sempre acontece, chamar a atenção sobre o trabalho de Diane, e nos provocar a descobrir sobre quem foi, realmente, essa pessoa.Segundo os entendidos, Diane não foi bem retratada no filme, mas gostei da história assim mesmo, achei curiosa, e recomendo.
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Postado por Unknown às 08:07 0 comentários
Sobre amor e paixão
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Postado por Unknown às 06:35 0 comentários

