
Contestações de George Sanguinetti, perito contratado pela defesa.
Não havia sangue na blusa de Isabella, o que é estranho em relação à versão da polícia. Mas e o sangue no apartamento e na rede da janela?
Não há provas da asfixia, o que afasta a madrasta da participação do crime.
Não há provas de que Isabella estava desacordada na queda.Esperemos que estivesse.
Há uma tendência nos laudos periciais de agravante de tipificação do crime, e opiniões subjetivas e pessoais.
Acontece em São Paulo uma entrevista coletiva.
É tão angustiante, por Isabella, nós não termos a certeza do que exatamente houve; com uma confissão, ou um elemento decisivo!!..
Caso Isabella. O contraditório na versão do perito contratado pela defesa.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Postado por Unknown às 12:40 0 comentários
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Um provisório ufa!...por Isabela.
Mas quando vemos as cenas de condenação pública, a voz interior.
"Que sejam realmente os culpados" como parece evidente.
Postado por Unknown às 05:52 0 comentários
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Choque e maturidade depois de Isabella
quarta-feira, 30 de abril de 2008

Muito se evidenciou com a tragédia de Isabella.
Nossa polícia, mesmo sob extrema exposição, não conseguiu disfarçar a imaturidade, deixando à vista uma maneira de proceder que já faz a festa da defesa, essa também sob holofotes.
Mesmo a mídia mais séria não entendeu a comoção, não percebeu uma boa parte da população genuinamente angustiada,com sentimentos nobres de achar a verdade, presa na sua curiosidade pelo contraditório e não pela morbidade da história, como foi presumido por ser comum em casos assim.
A morte de crianças pelos próprios pais é um escândalo diário aqui, apesar de nossa idéia de família sagrada.Não conseguimos encarar seriamente o fato de que nem todo mundo deveria criar filhos; estamos convivendo com um grande enfoque na individualidade e pouca estrutura social, evidenciando desequilíbrios emocionais em vários níveis.
É impressionante a pouca atenção que damos culturalmente à saúde emocional e mental, ainda assim.
Postado por Unknown às 07:28 0 comentários
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A dignidade altiva de Isabella
sábado, 26 de abril de 2008

Amanhã teremos mais show e angústia na cobertura da reconstituição do crime.
Provavelmente a mídia se ocupará de descrever a tortura, a covardia, o terror dessa história.
Mas nem assim Isabella se transformou só numa menininha coitadinha ou tragicamente mal compreendida na peraltice.
Resolvi falar sobre um sentimento que provavelmente existiria em qualquer caso assim, mas é especialmente particular nesse; a incrível altivez na imagem dessa menina de seis anos.
Não se trata aqui de santificação em decorrência de uma morte trágica, longe disso.
Nem isso combina com a imagem que nos passaram de Isabella, incuindo aí os próprios acusados.
Me parece mais a imagem de uma menina que insistia corajosamente e quem sabe?....incomodativamente em existir e ser feliz em meio à insegurança e mesquinhez adultas.
Postado por Unknown às 07:53 0 comentários
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
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Há mais frieza e oportunismo ou indignação e pressão legítima no acompanhamento do caso por parte da imprensa, telespectadores e pessoas da rua?
Difícil precisar.
Mas penso que há muito do que eu mesma senti, por aí.
Fui presa por um impulso de entender o que houve realmente, querendo montar meu próprio quebra cabeças, já que esse caso nos faz de júri desde o primeiro momento.
Além dessa doída empatia por Isabella. Por que?
Por ser de classe média? Acredito que não.Talvez, por ela passar uma imagem de felicidade e confiança, e ter sido traída. Talvez.
Mas cenas de quase linchamento público, e o tal "alô mamãe" de muita gente que vai ao local, são constrangedores.
Postado por Unknown às 06:55 0 comentários
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O que mais apavora....
sábado, 12 de abril de 2008

Escrever sobre esse assunto é mais um desabafo...desculpem.
Não tenho conseguido deixar de pensar a respeito desde que comecei a acompanhar a investigação sobre essa tragédia.
É possível que a defesa no caso de Isabella consiga estabeler a tal "dúvida razoável" por erros de precipitação por parte de alguns no trabalho de investigação?
Foi realmente descartada toda a possibilidade de uma outra pessoa ter cometido o crime?
Nessa última história sobre comentário da tia, a empolgação policial em divulgar que ela estaria num lugar em que ela diz não ter estado,acabou colocando em dúvida o juízo de valor da polícia sobre o que é uma "testemunha idônea".
Será que o problema de justiça no Brasil está no fato de que temos melhores advogados que policiais?
Não conseguir um total esclarecimento nesse caso é quase tão apavorante quanto lidar com o fato.
E não venham falar sobre os outros casos, como se o único motivo de comoção fosse o fato de Isabella vir da classe média, ser tão carismática, etc.
É claro que é mais apavorante quando a falta de educação à que todos teriam direito não pode explicar em parte o fato, como seria se um pai bêbado numa favela privado de muito desde nascido explicaria.
Mas acredito sim, que a dissimulação, (no caso de culpa do pai e madrasta), a possibilidade de uma boa defesa trabalhando em cima de erros ingênuos da polícia, é o maior pavor da sociedade, assim como a injustiça de condenar inocentes.
Cronologia
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL386739-5605,00.html
Postado por Unknown às 10:50 0 comentários
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Isabella Nardoni
quinta-feira, 10 de abril de 2008

A maneira de cobrir o caso Isabella está sendo um desafio para a imprensa.
Na tentativa de qualquer um de nós de tentar entender o que aconteceu, estupefados, há os oportunistas de plantão; a família dos pais e acusados que às vezes tenta nos dizer que é um absurdo que tenhamos pensado na pior explicação; e a polícia que a cada dia mais quer nos dizer que devemos pensar, sim, no pior.
Hoje, parece, será um dia esclarecedor...
Que os céus nos ajudem...a encarar mais essa.
Observatório da Imprensa
CASO ISABELLA NARDONI
A natureza do mal
Por Luciano Martins Costa em 7/4/2008
Comentário para o programa radiofônico do OI, 7/4/2008
As duas principais revistas semanais saíram nesta edição com capas pretas. Referência ao caso da menina Isabella Nardoni, que morreu ao cair ou ser atirada do 6º andar do prédio onde morava seu pai, na zona Norte de São Paulo.
As duas reportagens revelam o cuidado de não afirmar que o pai, Alexandre Nardoni, é o assassino. Mas deixam claro que não há outros suspeitos. É como se a imprensa procurasse se aproximar cautelosamente da possibilidade de ter que aceitar a barbárie como um fato tão próximo.
Toda a imprensa vem reproduzindo, nos últimos dias, detalhes da curta vida de Isabella, com todas as graças que costumam cercar a rotina de uma menina de classe média aos cinco anos de idade. O retrato é de uma criança dócil, inteligente e amorosa, e o cuidado dos jornais e revistas em destacar essas características prepara o contraste com o perfil de monstro do seu assassino, que deverá ocupar as páginas da imprensa nos próximos dias.
Preparar os espíritos
Já é algum avanço em relação a alguns casos anteriores, nos quais a imprensa se antecipou em julgar suspeitos, produzindo verdadeiros linchamentos morais.
A rigor, ninguém parece disposto a enfrentar a possibilidade de Alexandre Nardoni ter matado a própria filha. Embora as informações vazadas do inquérito policial, ou pelo menos aquelas escolhidas para publicação, pareçam indicar essa como a única possibilidade de esclarecimento do crime, é como se, coletivamente, os jornalistas estivessem evitando ter que descrever o inexplicável, o inadmissível.
A revista Veja parece estar preparando o terreno para superar esse limite da racionalidade. A capa da edição atual é dedicada ao mal. A revista tenta construir o que chama de uma investigação filosófica, psicológica, religiosa e histórica sobre as origens da perversidade humana. O texto antecede a reportagem sobre a morte de Isabella Nardoni.
Época insere referências históricas e filosóficas sobre o horror do infanticídio e de outras atrocidades no seu relato sobre a morte da menina. É como se a imprensa estivesse, cautelosamente, preparando o espírito dos seus leitores para a aceitação de uma sentença inaceitável. É como se estivesse preparando seus leitores para encarar a crua natureza do mal.
Postado por Unknown às 07:53 0 comentários
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